O Mapa de Poluição Atmosférica da cidade de Braga (1/6) O mapa da Qualidade do Ar da Cidade de Braga foi desenvolvido pela Innovation Point S.A. e está integrado na plataforma smarBRAGA: Sistema de Informação e Monitorização do Ar e Ruído Urbano da Cidade de Braga.

A qualidade do ar traduz o grau de poluição que respiramos. A composição natural da atmosfera é alterada, sobretudo nas áreas urbanas, pela presença de substâncias químicas – designadas poluentes – que são lançadas directamente no ar (poluentes primários) ou que resultam de reacções químicas (poluentes secundários).

Neste processo, as condições meteorológicas desempenham um papel muito importante uma vez que são responsáveis pela dispersão dos poluentes - caso dos ventos e da chuva - ou podem contribuir para o aumento/formação de outros poluentes, que é o caso da formação de Ozono em dias de sol e calor.
O Mapa de Poluição Atmosférica da cidade de Braga (2/6) Os mapas de poluentes atmosféricos são ferramentas poderosas para o diagnóstico e gestão da poluição atmosférica. Constituem fonte de informação para os cidadãos, que terão acessos aos níveis de poluição de longo termo e às medições pontuais, e para técnicos de planeamento do território.

O mapa de qualidade do ar foi desenvolvido com recurso a avançadas tecnologias computacionais e de medição. Traduz as concentrações existentes de poluentes no ar da Cidade de Braga e a influência das fontes de poluentes provenientes do tráfego automóvel.

Os mapas de concentração de poluentes atmosféricos de Braga foram desenvolvidos recorrendo a métodos computacionais baseados em modelos matemáticos. De um ponto de vista técnico, estes métodos são melhores para determinar de forma contínua no espaço as concentrações de poluentes atmosféricos devidos ao tráfego automóvel.
O Mapa de Poluição Atmosférica da cidade de Braga (3/6) Os métodos de cálculo exigem uma quantidade apreciável de dados referentes ao solo e seus usos, às condições meteorológicas e às fontes de poluentes atmosféricos. As fontes de poluentes são caracterizadas pela sua localização, dimensão, caudal de poluente emitido e tipo de fonte, sendo tais aspectos determinados a partir de um conjunto de parâmetros segundo o tipo de fonte. Para fontes rodoviárias, por exemplo, os parâmetros que as caracterizam são: volume de tráfego, velocidade de circulação e percentagem de veículos pesados, inclinação das vias, entre outros. A caracterização das fontes de poluição atmosférica na cidade de Braga foi conseguida através da realização de uma intensa campanha de contagem de tráfego motorizado.

O desenvolvimento do modelo geográfico da cidade incluiu a cartografia em 3D (tridimensional) georeferenciada, dados sobre a cobertura vegetal do terreno, implantação, dimensões e características dos edifícios, etc.
O Mapa de Poluição Atmosférica da cidade de Braga (4/6) Para a Cidade de Braga, foram criados mapas para os seguintes poluentes: Dióxido de Azoto (NO2) e Partículas de diâmetro inferior a 10 mícrons (PM10). Estes poluentes são considerados típicos de uma atmosfera urbana.

Como modelo utilizou-se o Programa de Previsão de Poluição Atmosférica CadnaA. Este programa, desenvolvido pela Datakustik, utiliza como método de cálculo o AUSTAL2000 desenvolvido pela German National Environmental Protection Agency e está de acordo com as recomendações europeias 1999/30/EC e 2000/69/EG. Trata-se de uma ferramenta tecnologicamente muito avançada para mapeamento de concentrações de poluentes atmosféricos em áreas urbanas e responde adequadamente às necessidades de cálculo para mapas de longo termo.

Foram feitas medições em pontos seleccionados da cidade com recurso a equipamento especializado: um monitor portátil de alta precisão, com data logger incorporado para a medição de NO2 e um medidor de partículas por selecção de tamanho que utiliza duas técnicas de medição (gravimétrica e infra-vermelhos) para a caracterização de PM10.
O Mapa de Poluição Atmosférica da cidade de Braga (5/6) Tendo a densidade da grelha de cálculo implicação directa com a resolução espacial dos mapas de poluentes atmosféricos e com o tempo de cálculo associado, foi necessário estabelecer um compromisso equilibrado entre estes dois aspectos. Assim foi definida uma grelha ortogonal regular de receptores, com uma cota de 1.5 metros acima do terreno. As concentrações de poluentes foram calculadas para os vértices da malha e os parâmetros de cálculo adoptados foram os seguintes:
Altura do mapa 1.5 m acima da cota do solo
Condições meteorológicas Dados fornecidos pelo Instituto de Meteorologia Português, provenientes das estações do Fujacal e Merelim. Dados horários para o ano de 2007.
Rugosidade de superfície 0,5 m
Nº de partículas para uma grelha de 300x300m 4 milhões
Fontes consideradas Tráfego automóvel
Poluição de fundo considerada Adoptaram-se as concentrações determinadas no estudo de CAQAP de 2001
Velocidades médias consideradas 80 km/h (vias atravessamento); 50 km/h (vias de acesso e penetração); 45 km/h (arruamentos sec.)
Poluentes modelados PM10– média horária anual μg/m3;
NO2– média horária anual μg/m3;
O Mapa de Poluição Atmosférica da cidade de Braga (6/6) A metodologia seguida para a elaboração do Mapa da Poluição Atmosférica da Cidade de Braga desenvolveu-se através da seguinte sequência de tarefas:
  • Levantamento das fontes de poluição atmosférica na cidade, que incluiu Campanhas de Contagem de tráfego;
  • Preparação do modelo geográfico da cidade;
  • Modelação da poluição atmosférica através de modelos matemáticos de simulação que calculam a concentração de poluentes a partir das fontes emissoras;
  • Calibração dos resultados do modelo com recurso a uma campanha de medições de poluentes;
  • Elaboração de Mapas de Poluição Atmosférica de Longo Termo, representativos da situação média anual para Dióxido de Azoto (NO2) e Partículas (PM10).
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